AULA 06: 17 de agosto, terça-feira, ENTREVISTA PARTE III
Na aula de hoje os alunos estão trabalhando o questionário repassado na aula anterior. As perguntas devem ser formuladas visando o pensamento crítico e argumentativo, baseado no texto.
Em questão de minutos a frente da Fortaleza de São José de Macapá se aglomerou. Motivo: a presença ilustre do âncora do Jornal Nacional, William Bonner. Detalhe: transmissão ao vivo do JD Itinerante – quadro dentro do jornal em que são feitas transmissões em cidades sorteadas do país. E digo, detalhe por que essa transmissão era somente um detalhe diante da presença de Bonner. A cada movimento do homem, o povo – principalmente as mulheres – delirava, gritava, pulava. E o homem, totalmente sem graça, apesar de estar acostumado com sua fama. O povo chamava seu nome, gritava: “Lindo!!”. Ele, se intimidava.
O jornal começou e, apesar do público idolatrar Bonner, não conseguiu atender a um pedido seu, de se calar durante a transmissão! Ôh, público infiel! Bonner, mesmo que não tenha dito, em seu íntimo deve ter se sentido traído pelo povo amapaense. A transmissão foi feita desse jeito mesmo com a gritaria, com os flashes, com a bandeira do Amapá estendida, com os uniformes estendidos, com os abadás estendidos (não, não está havendo um equívoco, eles estavam lá também, os abadás!). Menos um ponto pro amapaense! Por um, todos “pagam o pato” e, pagam caro!
Calor, sufoco, instantes claustrofóbicos, gritos no ouvido, pisões no pé, cotoveladas; nada disso tirou a alegria e a empolgação do povo, que assistiu até o final o jornal! Povo esse que se sentiu orgulhoso ao ter seu braço como parte do cenário de duas fotos tiradas pela produção de William.
Fim de jornal, tchau Bonner, até a próxima, aqui “no Macapá” (não é, Ernesto Paglia!?). Bonner se vai, o povo se vai e o que restou? A grande emoção de ver William Bonner de perto e a certeza de que o resto do Brasil agora sabe que nem todos que moram aqui são legítimos yanomâmis, karipunas ou waiãpis! Ah! E outra certeza, de que os garis tiveram muito trabalho para limpar a sujeirada do povo!
Em questão de minutos a frente da Fortaleza de São José de Macapá se aglomerou. Motivo: a presença ilustre do âncora do Jornal Nacional, William Bonner. Detalhe: transmissão ao vivo do JD Itinerante – quadro dentro do jornal em que são feitas transmissões em cidades sorteadas do país. E digo, detalhe por que essa transmissão era somente um detalhe diante da presença de Bonner. A cada movimento do homem, o povo – principalmente as mulheres – delirava, gritava, pulava. E o homem, totalmente sem graça, apesar de estar acostumado com sua fama. O povo chamava seu nome, gritava: “Lindo!!”. Ele, se intimidava.
O jornal começou e, apesar do público idolatrar Bonner, não conseguiu atender a um pedido seu, de se calar durante a transmissão! Ôh, público infiel! Bonner, mesmo que não tenha dito, em seu íntimo deve ter se sentido traído pelo povo amapaense. A transmissão foi feita desse jeito mesmo com a gritaria, com os flashes, com a bandeira do Amapá estendida, com os uniformes estendidos, com os abadás estendidos (não, não está havendo um equívoco, eles estavam lá também, os abadás!). Menos um ponto pro amapaense! Por um, todos “pagam o pato” e, pagam caro!
Calor, sufoco, instantes claustrofóbicos, gritos no ouvido, pisões no pé, cotoveladas; nada disso tirou a alegria e a empolgação do povo, que assistiu até o final o jornal! Povo esse que se sentiu orgulhoso ao ter seu braço como parte do cenário de duas fotos tiradas pela produção de William.
Fim de jornal, tchau Bonner, até a próxima, aqui “no Macapá” (não é, Ernesto Paglia!?). Bonner se vai, o povo se vai e o que restou? A grande emoção de ver William Bonner de perto e a certeza de que o resto do Brasil agora sabe que nem todos que moram aqui são legítimos yanomâmis, karipunas ou waiãpis! Ah! E outra certeza, de que os garis tiveram muito trabalho para limpar a sujeirada do povo!
Antes e depois de William
ResponderExcluirEm questão de minutos a frente da Fortaleza de São José de Macapá se aglomerou. Motivo: a presença ilustre do âncora do Jornal Nacional, William Bonner. Detalhe: transmissão ao vivo do JD Itinerante – quadro dentro do jornal em que são feitas transmissões em cidades sorteadas do país. E digo, detalhe por que essa transmissão era somente um detalhe diante da presença de Bonner. A cada movimento do homem, o povo – principalmente as mulheres – delirava, gritava, pulava. E o homem, totalmente sem graça, apesar de estar acostumado com sua fama. O povo chamava seu nome, gritava: “Lindo!!”. Ele, se intimidava.
O jornal começou e, apesar do público idolatrar Bonner, não conseguiu atender a um pedido seu, de se calar durante a transmissão! Ôh, público infiel! Bonner, mesmo que não tenha dito, em seu íntimo deve ter se sentido traído pelo povo amapaense. A transmissão foi feita desse jeito mesmo com a gritaria, com os flashes, com a bandeira do Amapá estendida, com os uniformes estendidos, com os abadás estendidos (não, não está havendo um equívoco, eles estavam lá também, os abadás!). Menos um ponto pro amapaense! Por um, todos “pagam o pato” e, pagam caro!
Calor, sufoco, instantes claustrofóbicos, gritos no ouvido, pisões no pé, cotoveladas; nada disso tirou a alegria e a empolgação do povo, que assistiu até o final o jornal! Povo esse que se sentiu orgulhoso ao ter seu braço como parte do cenário de duas fotos tiradas pela produção de William.
Fim de jornal, tchau Bonner, até a próxima, aqui “no Macapá” (não é, Ernesto Paglia!?). Bonner se vai, o povo se vai e o que restou? A grande emoção de ver William Bonner de perto e a certeza de que o resto do Brasil agora sabe que nem todos que moram aqui são legítimos yanomâmis, karipunas ou waiãpis! Ah! E outra certeza, de que os garis tiveram muito trabalho para limpar a sujeirada do povo!
Ana Lívia G. Almeida
Antes e Depois de William
ResponderExcluirEm questão de minutos a frente da Fortaleza de São José de Macapá se aglomerou. Motivo: a presença ilustre do âncora do Jornal Nacional, William Bonner. Detalhe: transmissão ao vivo do JD Itinerante – quadro dentro do jornal em que são feitas transmissões em cidades sorteadas do país. E digo, detalhe por que essa transmissão era somente um detalhe diante da presença de Bonner. A cada movimento do homem, o povo – principalmente as mulheres – delirava, gritava, pulava. E o homem, totalmente sem graça, apesar de estar acostumado com sua fama. O povo chamava seu nome, gritava: “Lindo!!”. Ele, se intimidava.
O jornal começou e, apesar do público idolatrar Bonner, não conseguiu atender a um pedido seu, de se calar durante a transmissão! Ôh, público infiel! Bonner, mesmo que não tenha dito, em seu íntimo deve ter se sentido traído pelo povo amapaense. A transmissão foi feita desse jeito mesmo com a gritaria, com os flashes, com a bandeira do Amapá estendida, com os uniformes estendidos, com os abadás estendidos (não, não está havendo um equívoco, eles estavam lá também, os abadás!). Menos um ponto pro amapaense! Por um, todos “pagam o pato” e, pagam caro!
Calor, sufoco, instantes claustrofóbicos, gritos no ouvido, pisões no pé, cotoveladas; nada disso tirou a alegria e a empolgação do povo, que assistiu até o final o jornal! Povo esse que se sentiu orgulhoso ao ter seu braço como parte do cenário de duas fotos tiradas pela produção de William.
Fim de jornal, tchau Bonner, até a próxima, aqui “no Macapá” (não é, Ernesto Paglia!?). Bonner se vai, o povo se vai e o que restou? A grande emoção de ver William Bonner de perto e a certeza de que o resto do Brasil agora sabe que nem todos que moram aqui são legítimos yanomâmis, karipunas ou waiãpis! Ah! E outra certeza, de que os garis tiveram muito trabalho para limpar a sujeirada do povo!
Ana Lívia G. Almeida