quarta-feira, 15 de setembro de 2010

AULA 11: Terça-feira, 14 de setembro de 2010 - os subgêneros da reportagem

Na aula de hoje estudamos os subgêneros da reportagem como o jornalismo literário, e imerso nele o NEW JOURNALISM, o GONZO JOURNALISM e também a Biografia.

Expliquei sobre as interfaces de linguagem envolvendo a brevidade, instantaneidade e o realismo do jornalismo, dialogado com os elementos da literatura como a riqueza de detalhes, a narração, a descrição, o uso de diálogos e as figuras de linguagem, entre outros. Citei os exemplos do livro OLGA, de Fernando Morais (Biografia); A Sangue Frio de Truman Capote (Reportagem New Journalism) e Screw Jack de Hunter Thompson (Texto Gonzo Journalism). Também mostrei aos alunos reportagem em histórias em quadrinhos, que também estão incluídos no jornalismo literário.

Assim que melhorar a velocidade da internet, linkarei os slides dos subgêneros.

FERIADO

FOI FERIADO NO AMAPÁ NO DIA 13 DE SETEMBRO (EX-TERRITÓRIO). Portanto, na segunda-feira não foi dia letivo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

FERIADO

A FACULDADE SEAMA FEZ FERIADÃO NOS DIAS 06 E 07 DE SETEMBRO (SEGUNDA E TERÇA-FEIRA).

terça-feira, 31 de agosto de 2010

PRODUZIR REPORTAGEM PARA ENTREGAR - VALE 2,0

Os alunos deverão produzir uma reportagem para entregar dia 14 DE SETEMBRO, valendo 2,0.

TRABALHO INDIVIDUAL.

A reportagem OBRIGATORIAMENTE deverá conter:

1) Tema livre
2) 5 fontes (entrevistas)
3) De 4 a 5 páginas, letra times new roman, tamanh 12, espaçamento 1,5
4) Manchete (título)
5) Linha de apoio (subtítulo)
6) Olho (frase destaque do texto)
7) Retranca (uma espécie de "texto dentro do texto")
8) 2 fotografias

AULA 10: Terça-feira, 31 de agosto de 2010 - continuação: A REPORTAGEM

Na aula de hoje, os alunos devem ler um texto da REPORTAGEM, de autoria da pesquisadora Conceição Aparecida Kindermann, disponibilizado aqui. O texto é das páginas 38 a 47. Este texto complementa a minha explicação da aula de ontem.

Também, distribui aos alunos uma reportagem intitulada O JULGAMENTO, de autoria de Narciso Kalili, disponiblizado no livro TÉCNICA DE REPORTAGEM - notas sobre a narrativa jornalística, de Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari.

Após a leitura dos dois textos, os alunos deverão responder às seguintes questões, valendo 1,5 pontos:
1) O salto da notícia para a reportagem se dá no momento em que é preciso ir além
da notificação – em que a notícia deixa de ser sinônimo de nota – e se situa no detalhamento,
no questionamento de causa e efeito, na interpretação e no impacto, adquirindo uma nova dimensão narrativa e ética (BAHIA, 1990, p. 49).
De que forma este procedimento acontece na reportagem? Explique

2) Esta reportagem pode ser enquadrada como uma notícia ampliada ou um gênero autônomo? Justifique.

3) A reportagem tem o estilo menos rígido, havendo a possibilidade, em alguns casos, de o repórter poder usar a primeira pessoa. A linguagem também é mais livre. Como é o estilo desta reportagem?

4) De acordo com os conceitos e tipos de reportagem estipulados por Lage, esta se enquadra em qual? Por quÊ?

5) De acordo com os conceitos e tipos de reportagem estipulados por Oswaldo Coimbra, esta se enquadra em qual? Por quÊ?

6) De acordo com os conceitos e tipos de reportagem estipulados por Luiz Beltrão, esta se enquadra em qual? Por quÊ?

7) De acordo com os conceitos e tipos de reportagem estipulados por Muniz Sodré e Ferrari, esta se enquadra em qual? Por quÊ?


Entregar dia 14 de setembro.

AULA 09: Segunda-feira, 30 de agosto de 2010 - A REPORTAGEM

Na aula de hoje introduzi o tema A REPORTAGEM. A reportagem é, por sua definição nata, a alma do jornalismo.

Nesta primeira aula, falei dos conceitos de Reportagem e das definições, estilos, tipos e características deste gênero do jornalismo proposto pelos principais autores do gênero, como Luiz Beltrão, Oswaldo Coimbra, Nilson Lage e Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari.

Alguns dos conceitos e definições explicados em sala de aula, estão:

Para Lage, há 3 tipos de reportagem:
1) Investigação – revelar fatos ocultados. Começou com o jornalismo americano
2) Interpretação – observado da perspectiva metodológica de dada ciência (mais freqüente no jornalismo europeu)
3) Novo jornalismo – EUA e Brasil - utiliza de alguns recursos literários para a escrita de textos jornalísticos.

Ainda conforme COIMBRA, há quatro tipos de estrutura para a reportagem: (todo texto tem uma estrutura ou uma estrutura mista)
1. REPORTAGEM DISSERTATIVA – função é informar. Há a presença óbvia de argumentação e um raciocínio a ser seguido. Guimarães afirma que o discurso argumentativo está diretamente ligado ao raciocínio dedutivo (p.13). Mas, só os fatos provam. Texto trás juízo de valor do autor, aliado às frases dos entrevistados. Os juízos de valor são fundamentados em dados e declarações do autor. Isto ocasiona raciocínio do texto e análise do conjunto dos fatos. Tem sentido lógico. Os fatos são generalizantes seguidos de fundamentação.
2. REPORTAGEM NARRATIVA – três categorias tecem o sistema narrativo: exposição, complicação e resolução. O texto narrativo, segundo a autora, ostenta uma dimensão temporal: os comportamentos que nele se processam têm relações mútuas de anterioridade e de posterioridade. A informação, para Coimbra, é uma ameaça à narrativa maior do que o romance. A estrutura da narração no texto jornalístico lembra o contexto extraverbal. E representa o real. Para Medina, indo ao encontro de GRITTI, em COIMBRA, “narrar alguma história não é mais viver esta história. O fragmento do tempo posterior que a narrativa representa é a passagem fundamental para uma realidade substitutiva; um esforço de prolongamento do instante anterior".
3. REPORTAGEM DESCRITIVA – Deve ter um tema-chave que anuncie a seqüência descritiva; com uma série de subtemas; e expansões de preticativas, ou seja, atribuições de qualidade, ações e subtemas). Levar em conta os aspectos psicológicos, físicos, festuais, tempo, espaço. Observar a postura, a tensão, felaxamento, formalidade, informalidade, atenção, discordância,rubor, suor, riso, olhar, silêncio... é o perfil psicológico.
4. REPORTAGEM NARRATIVO-DISSERTATIVA E REPORTAGEM DISSERTATIVO-NARRATIV A – Todo texto contém um pronunciamento do autor sobre uma dada realidade. E na reportagem descritiva, com bloco e fragmento, os elementos são articuladores de imagem, com comparação e detalhamento e metáforas.


Segundo Muniz Sodré e Ferrari, há os seguintes MODELOS de reportagem:
1) Fact -Story – relato objetivo dos acontecimentos, que obedece na redação à forma da pirâmide invertida. Os fatos são narrados em sucessão, por ordem de importância. Às vezes o distanciamento (objetividade) pode ser menor, como é o caso da matéria do Guevara, que é mais descritiva. Ex: revista Veja.
2) Action-Story – relato mais ou menso movimentado. Começa sempre pelo fato mais atraente e aos poucos vai descendo para a exposição dos fatos. O importante, nessas reportagens, é o desenrolar dos acontecimentos de forma “enunciante” (narração), próxima ao leitor, como se estivesse num filme. Em relatos desse tipo, o testemunho pode ser importante.
3) Quote-Story – relata documentos. Apresenta de maneira objetiva. É expositiva e se aproxima da pesquisa. É comum em documentários para a TV e naquelas reportagens mais formais, como relacionadas à saúde e finanças públicas.

Classificação geral da Reportagem – SEGUNDO LUIZ BELTRÃO
1) Reportagem de setor: É a busca, “redação” e a “publicação” de relatos ou fatos de interesse público, mas que se produzem com freqüência e são apurados em setores competentes conhecidos.
2) História de interesse humano: É a busca, redação e divulgação de relatos de fatos diversos, nos quais o jornalista descobre e aos quais imprime uma carga emocional, que vai atingir a sensibilidade do leitor, comovendo-o, instruindo-o ou despertando-lhe o humor.
3) A grande reportagem: É a busca, redação e edição de relatos de fatos de interesse público que, por não se produzirem com freqüência e versarem temas originais, oferecem aspectos extraordinários e criam situações complexas ou prismas novos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

AULA 08: terça-feira, 24 de agosto de 2010 - As impressões sobre o Jornal Nacional

Na aula de hoje, vamos escrever uma crônica sobre a observação jornalística de ter assistido à transmissão do Jornal Nacional ao vivo direto de Macapá-AP. As impressões dos alunos acerca da produção do programa e dos fatos pitorescos envolvendo a população amapaense.

As crônicas devem ser POSTADAS nos COMENTÁRIOS do blog, devidamente assinadas.

AULA 07: 23 de agosto de 2010, segunda-feira - aula de pesquisa de campo

Na aula de hoje assistimos AO VIVO a transmissão do Jornal Nacional, da TV Globo, em Macapá-AP.
Os alunos da 4JRN foram à apresentação na Fortaleza de São José.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

AULA 06: 17 de agosto, terça-feira, ENTREVISTA PARTE III

Na aula de hoje os alunos estão trabalhando o questionário repassado na aula anterior. As perguntas devem ser formuladas visando o pensamento crítico e argumentativo, baseado no texto.

Vale 0,5.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

AULA 05: 16 de agosto, segunda-feira, ENTREVISTA PARTE II

Nesta aula, os alunos devem ler os seguintes textos:
TÉCNICAS DE ENTREVISTA - Do professor mestre Pedro Celso Campos
MATÉRIA DA REVISTA PIAUÍ - Assinada por Eduardo Escorel
ENTREVISTA COM ARNALDO JABOR - Por Marília Gabriela - texto entregue impresso, extraído de livro

Após a leitura dos materiais, os alunos deverão responder as seguintes questões para posterior análise em grupo (com o professor), valendo 0,5:


1)Edgar Morin ("A Entrevista nas Ciências Sociais, no Rádio e na Televisão". Cadernos de Jornalismo e Comunicação, 11. Rio de Janeiro,1968) define a entrevista como "uma comunicação pessoal, realizada com objetivo de informação". Como esta orientação se conduz nas entrevistas assistidas em sala de aula, no dia 11 de agosto – conduzidas por Marília Gabriela -, e nos dois textos impressos – entrevista com Arnaldo Jabor e Reportagem de Eduardo Scorel?

2)É importante que o entrevistador seja o condutor da entrevista. Isto acontece na entrevista com Arnaldo Jabor?

3) Alexandre Garcia recomenda que o repórter estude o perfil psicológico do entrevistado para saber se deve conduzir a entrevista "batendo ou assoprando". Marilia Gabriela estudou o perfil de seus entrevistados? Argumente.

4) De acordo com o autor do texto (Pedro Celso Campos), quais as principais estratégias que se aplicam a entrevistas longas?

5) Quais os principais critérios para a organização de uma entrevista?

6) Escreva um comentário crítico sobre o texto de Pedro Celso Campos, Técnicas de entrevista.

AULA 04: 10 de agosto - terça-feira, ENTREVISTA

Nesta aula, assistimos a várias entrevistas realizadas pela jornalista Marília Gabriela. Entre elas estão trechos das entrevistas com Pitty e Jô Soares.
Abaixo, um dos trechos. Após vê-los, a turma trocou idéias sobre as técnicas de entrevista (assunto que continuará na próxima aula)

Se você também quiser assistir aos outros vídeos, os links são estes:
http://www.youtube.com/watch?v=PDjITSMtKA0 - Pitty PARTE II
http://www.youtube.com/watch?v=gd_9ok67AUw&p=C874DB31F60BA20E&playnext=1&index=25 - Pitty PARTE III
http://www.youtube.com/watch?v=rrXpxXgAYrw - JÔ SOARES

terça-feira, 10 de agosto de 2010

AULA 03: 09 de agosto, segunda-feira - APURAÇÃO JORNALÍSTICA

Na aula de hoje, utilizamos o slide "Oficina de Apuração Para Blogueiros" elaborada por Tiago Cordeiro. Dialogamos sobre as formas "universais" de apuração para todas as mídias, bem como discutimos os critérios de apuração para todos os gêneros jornalísticos (que são fundamentais nos gêneros informativos, interpretativos e opinativos. Lembrando que todos estes gêneros serão estudados com profundidade em Redação Jornalística II)

AULA 02: 03 de agosto, terça-feira

Elaboração de auto-retrato.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Redação Jornalística II da Faculdade Seama - 4JRN

Carga Horária: 72 horas
Horas Semanais: 4 horas
Turma: 4JRN-2

EMENTA
Técnica de reportagem e entrevista. Jornalismo interpretativo e opinativo. Entrevista e perfil. Crônica, artigo, editorial, coluna, crítica. Exercícios de redação.

HABILIDADES QUE SERÃO DESENVOLVIDAS
Conhecimento dos gêneros jornalísticos opinativos; distinção entre notícia e reportagem. Ensinar a hibridez dos gêneros:jornalismo, literatura e a história.
Inserção do gênero interpretativo e opinativo nos txtos jornalísticos. Capacidade de redigir textos jornalísticos de acordo com o seu gênero.

JUSTIFICATIVA
Esta disciplina tem a função de oferecer um conhecimento específico ao aluno, instigando-o a uma visão crítica em relação aos textos produzidos e a linha editorial dos meios de comunicação social local e nacional; bem como tornando o discente apto a produzir elementos
desta natureza.

FORMAS E MOMENTOS DE AVALIAÇÃO

20/09/2010 - PROVA VALENDO 5,0 + NOTA DO SEMINÁRIO ETINERANTE VALENDO 2,0; MAIS 3 TRABALHOS AO LONGO DO SEMESTRE VALENDO 3,0.
06/12/2010 - PROVA VALENDO 5,0 + NOTA DO SEMINÁRIO ETINERANTE VALENDO 2,0; MAIS 3 TRABALHOS AO LONGO DO SEMESTRE VALENDO 3,0.
13/12/2010 - PROVA DE TODO O CONTEÚDO.

CRONOGRAMA:
JORNALISMO INTERPRETATIVO
Gêneros híbridos: Jornalismo, literatura e história
A entrevista: apuração, fontes, perfil, interação dialógica
A redação
A reportagem e os tipos de reportagem

JORNALISMO OPINATIVO
Conceitos, a subjetividade e a reprodução do real
Os gêneros opinativos em prática nos veículos de comunicação
Aplicações na imprensa atual



BIBLIOGRAFIA BÁSICA

KOTSCHO, Ricardo. A Prática da reportagem. São Paulo: Ática, 2000.
MARTINS, Eduardo. Manual de redação e estilo. São Paulo: Moderna, 1997.
MEDINA, Cremilda de Araújo. Entrevista: o diálogo possível. São Paulo: Ática, 2002.
SODRÉ, Muniz. Técnica de reportagem: notas sobre a narrativa jornalística. São Paulo: Summus, 1986.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
COIMBRA, Oswaldo. O Texto da reportagem impressa: um curso sobre sua estrutura. São Paulo: Ática, 2002
NOBLAT, Ricardo. A arte de fazer um jornal diário 7.ed.. São Paulo: Contexto, 2008.
SQUARISI, Dad. A Arte de escrever bem: um guia para jornalistas e profissionais do texto. Paris: Contexto.